Placas e interfaces para os home studios

As placas de som são o principal responsável pela pureza de nosso som, já que costumam conter os conversores de áudio analógico/digital e digital/analógico (A/D e D/A).

Elas são chamadas de placas de som desde os modelos dos anos 90, que eram placas de circuitos ligadas por slots à placa-mãe do PC. Quando as placas são ligadas ao computador por cabos e protegidas por uma caixa ou rack para que os conectores fiquem afastados do computador, facilitando as ligações, costumam ser chamadas de interfaces de áudio. Podemos alternar os dois nomes livremente. A interface pode conter uma placa, ou ser só uma placa.

Vejamos aqui a grande diversidade de modelos de interfaces disponíveis atualmente no mercado brasileiro ou internacional. Veremos um vasto panorama de modelos. Para não nos perdermos, vamos agrupar as placas de som em categorias de acordo com a conexão ao computador.

As interfaces de áudio podem ser ligadas ao computador por conectores nos formatos PCI, PCI-Express (PCI-E), Firewire, Thunderbolt ou USB.

As conexões PCI e PCI-E só servem para computadores de mesa. As interfaces portáteis para notebooks e desktops usam conectores Firewire, Thunderbolt e USB.

Esqueça as placas onboard (som da placa-mãe). Têm qualidade sonora abaixo da necessária e não são compatíveis com vários dos principais programas de áudio e música.

Para escolhermos uma placa de som temos que levar em conta uma série de questões

  1. A conexão ao computador (PCI, PCI-E, Firewire 400/800, Thunderbolt ou USB 1.1/2.0)

  2. DSP: a presença do processador digital de sinal, que divide as tarefas de processamento com a unidade central de processamento (CPU) do computador, acelerando o processamento do som.

  3. A compatibilidade do driver (o software controlador da placa) com as demais peças do computador e sua capacidade de trabalhar com os diversos programas.

  4. A presença das conexões MIDI, para quem tem controladores sem USB

  5. O suporte técnico

  6. As conexões:

  • Digitais (usando conversores AD/DA externos, como os de uma mesa ou de um preampificador com saída digital).

  • Analógicas, com um conversor AD (analógico-digital) em cada entrada e um conversor DA (digital-analógico) em cada saída, que definem a própria sonoridade do sistema

  • Os formatos e a quantidade desses conectores, que determinam o número total de canais simultâneos de entrada e saída de áudio

E, claro, o preço!

Placas PCI

Estas são mais tradicionais. São também mais rápidas. Porém, os conversores A/D e D/A das mais antigas podem não garantir um som tão puro quanto interfaces mais modernas.

M-Audio Delta1010

MOTU 2408

M-Audio Delta 1010lt

Costumam ser as mais baratas e estão ao mesmo tempo entre as mais estáveis. O conector PCI se encontra em modelos bem variados, desde placas simples com conectores RCA até interfaces e placas formando conjuntos mais complexos com conexões digitais e analógicas de diferentes formatos.

Lynx One

São comuns os modelos Echo Gina 3G, Layla 3G e Mia MIDI, ESI Julia e Maya 44, Lynx 22 e Lynx ONE.

RME HDSP MADI

Muito populares por aqui são: M-Audio Audiophile 192, Audiophile 2496, Delta 44, Delta 66, Delta 1010 e Delta 1010lt.

Paineis frontal e traseiro da Echo Layla 3G

Temos também a MOTU 24io e 2408mk3 e ainda as RME Digiface, HDSP 9632, 9652, AES 32, Madi e Multiface II.

Interfaces USB e Firewire

Apogee Duet 2

Há um grande número de interfaces com conectores USB e Firewire. No caso de você optar por uma delas, prefira as Firewire 800 ou USB 2.0.

Focusrite Liquid Saffire

USB 1.1

M-Audio Fast Track Pro

As placas de som que usam conector USB 1.1, além de não gerenciarem bem vários canais de áudio simultâneos, têm limitações quanto ao ganho do sinal de áudio, podendo apresentar mais baixa intensidade e distorções no som.

M-Audio MobilePre USB

São portanto, mais indicadas para gravações de locução, podcasts e produções musicais básicas ou iniciantes.

PreSonus Audiobox USB

Têm a vantagem do custo mais baixo, universalizando o acesso ao mundo da produção musical.

USB 2.0