O
FIM DO CD ACHITECT?
Sérgio Izecksohn
No
início deste ano, a Sonic Foundry lançou o Sound Forge
5.0. Inovando mais no processamento em si do que em
recursos, a nova versão do principal programa de edição
de áudio deixou seus usuários num grande dilema, ao
substituir o plug-in CD Architect, o mais usado em
masterizações de CDs, por uma ferramenta infinitamente
mais limitada: atualizar ou não?
É
mais ou menos como tirar o Rolls-Royce de linha e
substituí-lo por uma bicicleta. O velho plug-in, que
rodava nas versões 4.0 e 4.5 permitia ajustar tempos
entre as músicas e volumes, além da inserção da
numeração das faixas do CD em qualquer ponto dos
arquivos e da pré-audição do CD num simulador, antes
dele ser gravado. Na nova versão, o Sound Forge não
aceita mais o CD Architect. No lugar, o programa permite
tão somente abrir um arquivo wave de cada vez e ir
adicionando-o ao CD, sem que se possa modificar a ordem
das músicas ou outros parâmetros. Depois, é só
clicar em “fechar o CD”. Está feito o CD e só
vamos apreciá-lo (ou nos arrepender) quando ele já
estiver pronto.
Enquanto
especulam sobre as razões que levaram a Sonic Foundry a
cometer este haraquiri mercadológico (lobby das
gravadoras é o motivo mais cotado), boa parte dos
usuários, para terem a nova versão sem ficar órfãos,
estão instalando a versão 5.0 do Sound Forge numa
pasta e mantendo a versão 4.5 instalada em outra, só
para usar o CD Architect no final do trabalho. Assim,
usufruem das novidades (poucas e boas) da versão nova
sem perderem a funcionalidade do plug-in agora extinto
das prateleiras das lojas.
Compatível
com mais gravadores CD-R que seus concorrentes da mesma
estirpe, como o Red Roaster, o CD Architect vai fazer
muita falta ao mercado, se não voltar ou for
substituído por algo do mesmo nível.
Sérgio
Izecksohn (sergio@homestudio.com.br)
é músico, produtor e professor-coordenador dos cursos
do Home Studio
Publicado
na Revista Backstage em 2001
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