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Áudio
& MIDI: o Melhor dos Dois Mundos
Parte III - Fita ou Disco?
Qual é o melhor meio para
gravarmos o áudio? Eis uma questão complexa e
delicada. Bom exemplo é o do leitor João Bonon Netto,
que precisa comprar um gravador de 8 pistas. Gostou do
Alesis ADAT, mas teme que o equipamento tenha problemas
de desalinhamento de cabeça, já que ele mora distante
de uma assistência técnica. Ele gostaria de saber qual
a melhor opção, ADAT ou hard disk. Outros leitores
escrevem querendo saber de porta-estúdios em MD, Zip
Disk, HD e cassete. Há ainda os que se mantêm fiéis
à fita de rolo.
A escolha do formato.
Os estúdios têm diferentes necessidades e condições.
Podem servir para gravar discos ou demos de grupos e
artistas. Ou pode ser um estúdio pessoal, de um músico,
que faz trilhas ou registra os próprios trabalhos. Cada
caso é um caso. E cada caso requer uma solução. Com
uma fita temos mais agilidade para gravar. E fitas de
gravadores comuns, como do ADAT, transitam por vários
estúdios, gravando em um e mixando em outro. No HD há
incríveis recursos de edição dos sons, alguns
impraticáveis fora de um computador. Mas você não vai
tirar o seu HD para remixar o material fora de casa, então
precisará fazer backup (cópia) do áudio. Usará
um computador possante, com uns 64 Mb de memória. E,
mesmo assim, talvez um ADAT para as cópias.
Sistemas e custos.
Há produtos caros e baratos, tanto em hardware como em
software. Entre R$300 e R$3.000 temos os porta-estúdios
(cassete, MD, HD e Zip disk) e algumas interfaces de áudio
para o PC. Entre R$2.000 e R$5.000, há o ADAT, modelos
similares da Tascam e boas interfaces para o PC. Os
sistemas mais profissionais em HD para Macintosh ou
mesmo em rack e gravadores de rolo custam entre R$5.000
e R$50.000. O DAT e o MiniDisk, ambos para a mixagem estéreo,
custam em torno de R$1.000, o primeiro bem superior ao
segundo. Leve em conta os custos com o computador, memória,
hard disk e outros, se optar pela gravação em
software.
Captação e monitoração
do áudio. Com as fitas em geral e os porta-estúdios
digitais (MD, HD e Zip), durante a gravação de novas
pistas, os sons são fáceis de monitorar, pelos canais
da mesa. Gravando pela placa de som, o número de canais
de gravação/reprodução costuma ser limitado por ela
e/ou pela velocidade do HD. Trabalhando com muitas
pistas, temos que processá-las e mixá-las no
computador, antes de as monitorarmos pela mesa.
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Prós
& Contras
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Fita
(analógica ou digital)
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Disco
(HD, MD, Zip ou Jaz Disks) |
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Prós
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Contras |
Prós |
Contras |
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Agilidade
na gravação
Trânsito
entre estúdios
Fácil
de monitorar
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Recursos
de edição limitados ou inexistentes
Rápida
obsolescência
Suporte
técnico escasso
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Edição
total do áudio
Freqüentes
atualizações
Uso
dos processadores de som do software e do estúdio
Masterização
de CDs
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Gravação
mais lenta
Difícil
trânsito entre estúdios
Monitoração
limitada aos recursos da interface
Dependente
do "humor" do computador
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Todos os sistemas permitem a
sincronização com um seqüenciador MIDI. Assim, os
sintetizadores continuam soando ao vivo durante a
mixagem, poupando pistas de gravação e trazendo mais
flexibilidade à produção. Em suma, o melhor sistema
será o que melhor se adaptar às suas necessidades e
possibilidades. O ideal é ter os dois (computador e
fita). Escolha de acordo com o seu coração.
Sérgio Izecksohn (sergio@homestudio.com.br)
é músico, produtor e professor dos cursos do Home
Studio
Publicado na Revista
Backstage em 1998
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